Controle de Produção PCP: Do Planejamento ao Apontamento da Produção
O que é Controle de Produção PCP? O Planejamento e Controle da Produção reúne práticas utilizadas…
Entenda como registrar tempos, materiais, quantidades e perdas para acompanhar melhor a produção industrial.
A rotina de uma indústria envolve diversas atividades acontecendo simultaneamente no chão de fábrica. Ordens de Produção são liberadas, materiais são separados, máquinas entram em operação, produtos passam por diferentes etapas e quantidades são fabricadas ao longo do dia. Para que a gestão saiba o que realmente aconteceu durante esse processo, é necessário registrar as informações geradas pela produção.
O apontamento da produção cumpre justamente essa função. Ele transforma as atividades executadas no ambiente produtivo em dados que podem ser consultados pelo PCP e pelos responsáveis pela gestão da fábrica. Dessa forma, torna-se possível comparar aquilo que foi programado com aquilo que efetivamente aconteceu.
Uma Ordem de Produção pode determinar, por exemplo, que 1.000 unidades de determinado produto sejam fabricadas em oito horas. Entretanto, durante a execução podem ocorrer paradas, falta de materiais, perdas, problemas em máquinas ou dificuldades em alguma etapa. Ao final do período, podem ter sido produzidas apenas 850 unidades.
Sem o apontamento, a empresa pode continuar considerando apenas a informação planejada. Com os registros realizados corretamente, passa a existir uma visão mais próxima da realidade da produção.
O planejamento estabelece aquilo que a fábrica pretende produzir. Nele podem ser definidos quantidade, prazo, materiais necessários, operações, máquinas e tempos previstos.
Já o apontamento registra os resultados obtidos durante a execução.
Essa comparação permite identificar diferenças relacionadas a:
Quantidade planejada e produzida;
Tempo previsto e tempo utilizado;
Consumo planejado e consumo efetivo de materiais;
Perdas estimadas e perdas registradas;
Data prevista e data real de conclusão.
Quando essas diferenças aparecem de forma recorrente, podem indicar que determinadas etapas do planejamento precisam ser revisadas.
Outro problema comum ocorre quando a empresa possui várias Ordens de Produção abertas, mas não consegue identificar facilmente em que etapa cada uma se encontra.
Uma ordem pode estar aguardando material, enquanto outra já está sendo executada. Algumas operações podem estar concluídas e outras paralisadas.
Sem registros atualizados, essas informações acabam dependendo de consultas diretas aos operadores ou responsáveis pelos setores.
O apontamento permite registrar a evolução da produção conforme as atividades são executadas. Assim, é possível verificar quais ordens foram iniciadas, quais ainda estão em andamento, quanto já foi produzido e quanto falta para concluir.
Os apontamentos também ajudam a identificar processos que estão demorando além do previsto.
Se determinada operação deveria durar duas horas, mas frequentemente necessita de quatro horas, existe uma diferença importante que precisa ser analisada.
Da mesma maneira, quando várias ordens permanecem acumuladas antes de determinada máquina ou operação, pode existir um gargalo produtivo.
Com os dados históricos dos apontamentos, o PCP consegue analisar onde os atrasos estão acontecendo e verificar se o problema está relacionado à capacidade, equipamentos, materiais, processos ou programação das ordens.
Produzir também significa consumir matérias-primas, componentes, embalagens e outros insumos.
Quando esses materiais são utilizados sem um registro adequado, o estoque pode apresentar quantidades diferentes daquelas disponíveis fisicamente.
O apontamento permite relacionar o consumo de materiais à Ordem de Produção correspondente. Isso facilita a comparação entre a quantidade prevista na estrutura do produto e aquilo que realmente foi utilizado.
Diferenças frequentes podem indicar desperdícios, erros de cadastro, consumo adicional ou necessidade de revisão das quantidades previstas.
Nem tudo o que entra no processo produtivo resulta em produto acabado aprovado.
Durante a fabricação podem ocorrer perdas de matéria-prima, produtos rejeitados, refugos ou itens que precisam passar por retrabalho.
Se essas ocorrências não forem registradas, a empresa perde informações importantes sobre a eficiência da produção.
Ao apontar essas quantidades e seus motivos, torna-se possível descobrir onde as perdas acontecem com maior frequência e quais processos precisam ser avaliados.
O tempo utilizado nas operações também é uma informação importante.
Por meio dos apontamentos, a empresa pode registrar quando uma atividade começou, quando terminou e quanto tempo foi necessário para executá-la.
Esses registros ajudam na comparação entre tempo planejado e realizado, além de contribuírem para análises de capacidade produtiva e definição de prazos mais realistas.
Um Sistema para Indústria pode centralizar informações sobre ordens, quantidades, materiais, tempos, perdas e andamento da produção. Com esses dados organizados, o PCP consegue utilizar informações reais do chão de fábrica para acompanhar o planejamento e realizar ajustes quando necessário.
O apontamento, portanto, cria uma ligação entre planejamento e execução. Em vez de trabalhar somente com aquilo que deveria acontecer, a empresa passa a registrar aquilo que realmente aconteceu durante a fabricação.
O apontamento da produção é o registro das atividades que foram realmente executadas durante o processo de fabricação. Ele reúne informações sobre quantidades, materiais, tempos, operações, perdas e recursos utilizados em cada Ordem de Produção.
Enquanto o planejamento determina o que deverá ser produzido, o apontamento mostra o resultado obtido.
Imagine uma Ordem de Produção programada para fabricar 500 unidades de determinado produto. O planejamento pode estabelecer os materiais necessários, as operações que serão realizadas e o tempo estimado para finalizar a fabricação.
Durante a execução, entretanto, podem ser produzidas 480 unidades aprovadas, 10 unidades podem apresentar necessidade de retrabalho e outras 10 podem ser classificadas como refugo.
Essas informações precisam ser registradas para que a empresa conheça o resultado verdadeiro da ordem.
Cada etapa da produção pode gerar informações diferentes.
Dependendo do processo industrial, podem existir operações como corte, montagem, soldagem, pintura, acabamento, embalagem ou inspeção.
O apontamento permite informar quais dessas operações foram executadas e o resultado obtido em cada etapa.
Isso facilita o acompanhamento da Ordem de Produção e permite identificar em qual ponto do processo determinado produto se encontra.
A quantidade produzida representa o volume efetivamente fabricado durante determinado período ou operação.
Uma ordem planejada para 2.000 unidades não significa necessariamente que todas serão produzidas de uma única vez.
Por exemplo:
A ordem possui quantidade planejada de 2.000 unidades.
No primeiro turno são produzidas 700 unidades.
No segundo turno são produzidas mais 650.
No terceiro turno são produzidas as 650 unidades restantes.
Os apontamentos permitem registrar cada avanço até completar a quantidade da ordem.
Além de saber quanto foi produzido, é importante identificar quanto dessa produção foi considerada adequada.
Uma operação pode gerar 500 peças, mas apenas 485 serem aprovadas.
As unidades restantes podem ser encaminhadas para retrabalho ou descartadas como refugo.
Separar essas informações permite acompanhar a qualidade do resultado produtivo e entender melhor a diferença entre quantidade fabricada e quantidade efetivamente disponível como produto aprovado.
Refugo é aquilo que foi produzido, mas não pode ser utilizado como produto aprovado devido a algum problema identificado durante o processo.
As perdas podem ocorrer tanto nos produtos quanto nos materiais utilizados.
Registrar essas ocorrências ajuda a empresa a entender quanto recurso foi utilizado sem gerar uma unidade aproveitável.
Também é importante informar, quando possível, o motivo da perda. Dessa maneira, os registros podem ser posteriormente analisados para identificar problemas recorrentes.
O apontamento também pode informar quais materiais foram utilizados para executar a produção.
Se uma ordem deveria consumir 100 quilos de determinada matéria-prima e foram utilizados 108 quilos, essa diferença precisa ser conhecida.
A comparação entre consumo previsto e realizado pode revelar:
Desperdícios;
Variações no processo;
Erros na estrutura do produto;
Necessidade de material adicional;
Perdas durante a fabricação.
Em um Sistema para Indústria, essas informações podem ficar relacionadas diretamente à Ordem de Produção.
O apontamento de tempo registra quanto uma operação demorou para ser realizada.
Uma atividade prevista para durar três horas pode precisar de cinco horas. Em outro caso, pode ser concluída em apenas duas horas e meia.
A análise dessas diferenças ajuda a melhorar o planejamento de futuras ordens.
Também pode ser possível registrar paradas, preparação de máquina e outros períodos que influenciaram a duração total da atividade.
Quando um produto passa por várias etapas, o apontamento permite acompanhar a execução de cada uma.
Por exemplo:
Corte → dobra → soldagem → pintura → inspeção → embalagem.
Cada etapa pode possuir seu próprio registro de quantidade, tempo, perdas e situação.
Isso torna o acompanhamento mais detalhado e ajuda a identificar em qual operação estão ocorrendo atrasos ou diferenças em relação ao planejamento.
Outro dado importante é o equipamento utilizado na fabricação.
Registrar a máquina relacionada ao apontamento ajuda a identificar onde determinada produção foi executada e permite comparar tempos ou resultados entre diferentes recursos produtivos.
Se uma máquina apresentar repetidamente tempos maiores ou maior quantidade de perdas, os registros podem ajudar a identificar esse comportamento.
Dependendo da forma de controle adotada pela indústria, também podem ser registrados os funcionários, operadores ou equipes responsáveis pela execução.
Essa informação ajuda a manter um histórico das atividades realizadas e facilita a identificação dos responsáveis por cada etapa.
O objetivo do apontamento não é apenas registrar que uma Ordem de Produção foi concluída. Ele deve mostrar como a produção ocorreu, quais recursos foram utilizados, quanto foi produzido e quais diferenças existiram em relação ao planejamento.
O apontamento da produção acompanha a Ordem de Produção desde o momento em que ela é liberada para execução até seu encerramento.
O processo pode seguir uma sequência como:
Ordem de Produção → liberação → início da operação → execução → apontamento → registro das quantidades → registro dos tempos → consumo dos materiais → perdas → finalização da operação → encerramento da ordem.
Cada etapa gera informações que ajudam a atualizar a situação da produção.
O processo começa com a criação da Ordem de Produção.
Ela normalmente reúne informações como produto, quantidade planejada, materiais necessários, operações, prazos e recursos envolvidos.
Enquanto a ordem está apenas planejada, ainda não existem resultados reais para comparar.
Quando ela é liberada, começa a fase de execução.
A partir desse momento, os apontamentos passam a registrar o que acontece durante a fabricação.
Quando determinada etapa é iniciada, pode ser registrado o começo da atividade.
Esse registro ajuda a identificar quando a produção efetivamente começou.
Caso existam várias operações, cada uma pode ter seu próprio início e término.
Imagine um produto que exige corte, montagem e pintura. O corte pode ser concluído enquanto a montagem ainda está em andamento. O acompanhamento separado permite visualizar melhor a situação de cada etapa.
Durante a execução, os operadores realizam as atividades necessárias para transformar os materiais no produto definido pela ordem.
É nessa fase que surgem as principais informações que posteriormente serão registradas.
Podem ocorrer:
Produção de unidades;
Consumo de matéria-prima;
Paradas;
Perdas;
Retrabalho;
Utilização de máquinas;
Mudanças no tempo previsto.
O apontamento registra essas ocorrências para que elas não fiquem apenas no conhecimento da equipe do chão de fábrica.
Conforme a produção avança, podem ser realizadas entradas parciais das quantidades produzidas.
Uma Ordem de Produção de 5.000 unidades, por exemplo, pode permanecer aberta por vários dias.
No primeiro dia podem ser produzidas 1.500 unidades. No segundo, mais 2.000. No terceiro, as 1.500 restantes.
Esses registros mostram o avanço da ordem e permitem acompanhar quanto já foi realizado em relação ao total planejado.
Além da quantidade, é possível apontar quanto tempo cada atividade levou.
Esses dados ajudam a descobrir se a programação inicial estava adequada.
Se uma operação foi planejada para seis horas e levou nove, existe um desvio de três horas que poderá afetar as etapas seguintes e até mesmo o prazo final da ordem.
Com informações históricas, o planejamento pode ser aperfeiçoado utilizando tempos mais próximos da realidade.
Outra etapa importante envolve o registro dos materiais consumidos.
A estrutura do produto indica quanto deveria ser utilizado para fabricar determinada quantidade. Porém, o consumo real pode ser diferente.
O apontamento permite registrar essa diferença.
Por exemplo, uma produção pode prever 200 quilos de matéria-prima e consumir 210 quilos. Os 10 quilos adicionais precisam ser considerados na análise da ordem.
Em um Sistema para Indústria, o consumo pode ser relacionado diretamente à produção, facilitando a movimentação e o controle dos estoques.
As perdas também precisam ser apontadas.
Imagine que uma operação produziu 1.000 peças, mas 30 apresentaram defeitos. O registro deve separar o volume aprovado daquele classificado como perda, refugo ou retrabalho.
Esse detalhe impede que toda a quantidade fabricada seja considerada automaticamente como produção aprovada.
Quando uma atividade é concluída, seus resultados podem ser finalizados.
Nesse momento, é possível verificar:
Quantidade produzida;
Quantidade aprovada;
Perdas;
Tempo utilizado;
Materiais consumidos;
Situação da operação.
Se o produto possui mais etapas, ele segue para a próxima operação.
Depois que todas as operações forem concluídas, a ordem pode ser encerrada.
O fechamento permite realizar uma análise completa entre aquilo que foi planejado e aquilo que realmente aconteceu.
Podem ser comparadas quantidades, materiais, tempos, perdas e datas.
Assim, os apontamentos deixam de ser apenas registros operacionais e passam a formar uma base de informações para o PCP e para a gestão industrial.
Um apontamento eficiente precisa reunir informações suficientes para mostrar o que aconteceu durante a fabricação. Quanto mais completos e padronizados forem os registros, maior será a confiabilidade das análises realizadas posteriormente.
Isso não significa registrar dados sem necessidade. O objetivo é identificar as informações que realmente ajudam a acompanhar a Ordem de Produção e comparar planejamento e execução.
O número da ordem permite identificar a qual produção aquele apontamento pertence.
Esse vínculo é fundamental porque uma mesma indústria pode possuir diversas ordens sendo executadas ao mesmo tempo.
Ao consultar uma ordem específica, deve ser possível localizar os registros relacionados a ela.
O apontamento deve identificar o produto que está sendo produzido.
Esse dado permite analisar históricos de fabricação por item e comparar resultados de diferentes ordens do mesmo produto.
Se determinado item apresenta frequentemente perdas ou tempos superiores ao planejado, o histórico pode ajudar na investigação do problema.
Quando a produção possui várias etapas, é importante identificar qual operação está sendo apontada.
Por exemplo, uma ordem pode passar por:
Corte → usinagem → montagem → pintura → inspeção.
Registrar somente a quantidade final não permite saber em qual etapa ocorreram atrasos ou perdas.
Ao separar os apontamentos por operação, a análise fica mais detalhada.
Data e horário ajudam a determinar quando a atividade aconteceu.
Essas informações podem ser utilizadas para analisar duração, sequência das operações e cumprimento de prazos.
Dependendo do nível de controle adotado, podem ser registrados horário inicial, horário final e possíveis períodos de parada.
A quantidade planejada representa o volume definido para a Ordem de Produção.
Esse número funciona como referência para acompanhar o avanço da fabricação.
Se foram planejadas 2.000 unidades e já existem apontamentos de 1.500 unidades aprovadas, por exemplo, ainda faltam 500 unidades para atingir o volume programado.
A quantidade produzida mostra aquilo que efetivamente passou pelo processo produtivo.
Essa informação precisa ser diferenciada da quantidade aprovada, pois podem existir perdas, refugos ou itens que precisam de retrabalho.
A quantidade aprovada representa os produtos ou componentes que atenderam aos critérios definidos e podem seguir no processo ou entrar no estoque como produto acabado.
Essa separação é essencial para evitar que unidades rejeitadas sejam consideradas disponíveis.
As perdas devem ser registradas separadamente.
Quando possível, também é importante relacionar um motivo para a ocorrência.
Isso permite analisar posteriormente quais problemas aparecem com maior frequência e quais operações concentram maior volume de perdas.
O consumo real de materiais precisa ser conhecido para comparar aquilo que estava previsto com aquilo que realmente foi utilizado.
Essa informação também contribui para manter os estoques atualizados.
Caso sejam utilizados materiais adicionais, eles também devem entrar no apontamento para que a movimentação fique registrada.
Registrar máquinas, equipamentos ou recursos utilizados permite relacionar o resultado da produção ao local onde a atividade foi executada.
Essa informação pode ser relevante para análises de capacidade, produtividade, paradas ou diferenças de desempenho.
O tempo utilizado é outro dado importante.
Ele possibilita comparar o tempo padrão ou estimado com a duração real da atividade.
Quando uma operação frequentemente ultrapassa o tempo previsto, os dados podem indicar necessidade de revisar processos, capacidade ou parâmetros utilizados pelo PCP.
A situação informa em que etapa o trabalho se encontra.
Podem existir condições como aguardando início, em execução, parcialmente concluída, paralisada ou finalizada.
Em um Sistema para Indústria, essas informações reunidas ajudam a criar uma visão atualizada das Ordens de Produção.
Indicadores dependem diretamente da qualidade das informações registradas.
Se as perdas não forem apontadas, o índice de perdas ficará incorreto.
Se os tempos não forem informados, a empresa não conseguirá comparar tempo planejado e realizado.
Se os materiais consumidos não forem registrados, o estoque e a análise de consumo poderão apresentar diferenças.
Por isso, o apontamento deve seguir critérios claros e padronizados. Quanto mais consistente for o processo de registro, mais confiáveis serão as informações utilizadas nas decisões do PCP e da gestão.
Registrar corretamente a quantidade produzida exige separar o resultado da fabricação em diferentes classificações. Não basta informar somente quantas unidades passaram pelo processo. É necessário identificar quanto foi aprovado, quanto foi perdido e quanto precisa retornar para alguma operação.
Essa separação ajuda a entender o resultado real de cada Ordem de Produção.
A quantidade boa corresponde às unidades produzidas que atenderam aos critérios necessários e podem seguir para a próxima etapa ou serem consideradas produtos acabados.
Imagine uma Ordem de Produção planejada para 1.000 unidades.
Ao final da fabricação, foram processadas exatamente 1.000 peças.
Entretanto, isso não significa que existam 1.000 unidades aprovadas.
Após a conferência, podem ser identificadas:
950 unidades aprovadas;
30 unidades destinadas a retrabalho;
20 unidades classificadas como refugo.
Nesse cenário, a quantidade produzida precisa ser analisada considerando o resultado de cada unidade.
Produtos rejeitados são aqueles que apresentaram alguma irregularidade durante a produção ou inspeção.
Dependendo da situação, esses itens podem ser recuperados ou descartados.
Por isso, é importante evitar que todos os rejeitados sejam automaticamente classificados como perda definitiva.
O apontamento deve permitir identificar o destino da quantidade rejeitada sempre que esse nível de controle for necessário.
Refugo normalmente corresponde a uma unidade que não poderá continuar no processo como produto aprovado.
No exemplo das 1.000 unidades, se 20 forem classificadas como refugo, somente 980 ainda poderão ser consideradas entre aprovadas e recuperáveis.
Registrar o refugo ajuda a calcular quanto da produção foi efetivamente perdido.
Também pode ser importante identificar a causa, como falha de material, problema em máquina, medida fora do padrão ou erro durante determinada operação.
Retrabalho ocorre quando uma peça ou produto precisa passar novamente por uma atividade para atender às condições necessárias.
No exemplo anterior, 30 unidades podem ter sido encaminhadas para retrabalho.
Esses itens ainda não devem ser contabilizados como produção totalmente aprovada até que a correção seja realizada.
O retrabalho também pode gerar consumo adicional de materiais e tempo de produção.
Por isso, seu registro ajuda a avaliar impactos que não seriam percebidos analisando apenas a quantidade final.
Além das perdas de produtos, podem existir perdas de matéria-prima.
Uma ordem pode prever o consumo de 500 quilos de material para produzir 1.000 unidades. Porém, ao final, podem ter sido utilizados 530 quilos.
A diferença de 30 quilos precisa ser analisada.
Parte dela pode estar relacionada a aparas, ajustes de máquina, refugo ou outras características do processo.
Registrar essa diferença permite comparar o consumo teórico com o real.
Outra comparação importante está entre o volume que entrou no processo e aquilo que chegou ao final.
Se uma operação começou com 1.000 unidades e finalizou com apenas 970 aprovadas, existe uma diferença de 30 unidades que precisa ser explicada pelos registros.
Elas podem ter sido:
Perdidas;
Refugadas;
Encaminhadas para retrabalho;
Mantidas em processamento;
Separadas para inspeção.
Sem essa classificação, a Ordem de Produção pode apresentar uma diferença sem causa identificada.
Sempre que possível, o apontamento deve relacionar uma causa à perda.
Os motivos podem variar de acordo com cada indústria.
Podem incluir:
Matéria-prima inadequada;
Problema de regulagem;
Falha de equipamento;
Dimensão fora do padrão;
Erro durante operação;
Produto danificado;
Defeito identificado na inspeção.
Essas informações ajudam a transformar o simples registro da perda em dados que podem apoiar melhorias no processo.
Considere uma Ordem de Produção com quantidade planejada de 1.000 unidades.
Durante a fabricação, foram processadas as 1.000 unidades previstas.
Ao final da operação, foram registrados os seguintes resultados:
Quantidade planejada: 1.000 unidades.
Quantidade processada: 1.000 unidades.
Quantidade aprovada: 950 unidades.
Quantidade para retrabalho: 30 unidades.
Quantidade de refugo: 20 unidades.
Nesse primeiro momento, existem 950 unidades disponíveis como produção aprovada.
As 30 unidades de retrabalho ainda poderão ser recuperadas.
Suponha que, após o retrabalho, 25 unidades sejam aprovadas e cinco precisem ser descartadas.
O resultado final será:
975 unidades aprovadas.
25 unidades de refugo total.
Dessa forma, a eficiência do resultado pode ser analisada com informações reais, e não apenas utilizando a quantidade inicialmente planejada.
Um Sistema para Indústria pode organizar esses registros dentro da própria Ordem de Produção, permitindo consultar quantidades planejadas, produzidas, aprovadas, retrabalhadas e perdidas.
Quando esse histórico é mantido de forma consistente, o PCP passa a enxergar com maior clareza onde estão ocorrendo diferenças entre planejamento e execução. A gestão também consegue acompanhar a quantidade realmente disponível, os impactos das perdas e a necessidade de ajustes no processo produtivo.
O apontamento de tempo de produção é utilizado para registrar quanto tempo cada atividade realmente levou para ser executada no chão de fábrica. Esse controle permite comparar os tempos previstos no planejamento com os tempos efetivamente utilizados durante a fabricação.
A análise é importante porque uma Ordem de Produção não depende apenas da quantidade que precisa ser fabricada. Também é necessário conhecer quanto tempo máquinas, operadores e demais recursos permanecem ocupados em cada etapa.
Quando esses registros são realizados de maneira contínua, a empresa consegue identificar operações que frequentemente demoram mais que o previsto, paradas recorrentes e diferenças entre a capacidade planejada e aquilo que realmente pode ser produzido.
O primeiro dado importante é o horário em que determinada atividade começou.
Esse registro permite identificar quando uma operação entrou efetivamente em execução.
Uma Ordem de Produção pode ter sido liberada às 8 horas, por exemplo, mas sua primeira operação pode ter começado somente às 9 horas. Essa diferença pode ocorrer por preparação de máquina, espera por materiais ou conclusão de outra atividade.
Registrar o início permite separar o momento da liberação do momento em que a produção realmente começou.
Também é necessário registrar quando a operação foi finalizada.
Com os horários de início e término, é possível calcular a duração total da atividade.
Se uma operação começou às 9 horas e foi concluída às 13 horas, existiu um intervalo total de quatro horas.
Entretanto, esse período ainda pode conter paradas ou preparação de equipamento. Por isso, é importante separar os diferentes tipos de tempo sempre que a empresa precisar de uma análise mais detalhada.
O tempo produtivo representa o período efetivamente dedicado à fabricação.
Imagine que uma operação permaneceu aberta durante cinco horas, mas teve uma parada de uma hora por falta de material.
Nesse caso, o tempo total transcorrido foi de cinco horas, enquanto o tempo efetivamente produtivo foi de quatro horas.
Essa diferença ajuda a empresa a compreender se o problema está na duração da própria atividade ou em fatores externos que interromperam sua execução.
Antes de iniciar uma operação, pode existir uma etapa de preparação.
Ela pode incluir:
Regulagem da máquina;
Troca de ferramentas;
Preparação de equipamentos;
Separação de materiais;
Ajustes iniciais;
Configuração do processo.
Esse período também ocupa capacidade produtiva e, por isso, pode ser registrado separadamente.
Se uma máquina necessita de uma hora de preparação antes de fabricar determinado produto, esse tempo precisa ser considerado na programação das Ordens de Produção.
As paradas representam períodos em que uma operação deixou de produzir.
Elas podem acontecer por diversos motivos, como:
Falta de material;
Problema em equipamento;
Ajuste de máquina;
Espera pela operação anterior;
Falta de ferramenta;
Interrupção do processo;
Necessidade de inspeção.
Registrar somente o horário de início e término pode fazer parecer que toda a duração foi produtiva.
Quando as paradas são apontadas separadamente, a análise se torna mais precisa.
O tempo planejado é aquele definido antes da execução da Ordem de Produção.
Ele pode ser estabelecido com base nos tempos cadastrados para cada processo ou operação.
Por exemplo, o planejamento pode determinar que uma operação de montagem tenha duração prevista de quatro horas para produzir 500 unidades.
Esse tempo serve como referência para a programação da produção.
O tempo realizado corresponde à duração efetivamente registrada durante a execução.
Se a mesma operação planejada para quatro horas levou seis horas, existe uma diferença de duas horas.
Essa diferença não significa automaticamente que houve um problema. A análise deve considerar paradas, quantidade produzida, condições da máquina, materiais e outros fatores envolvidos.
O importante é que o apontamento permita conhecer essa diferença.
Quando o produto passa por várias etapas, cada uma pode ter seu próprio registro de tempo.
Por exemplo:
Corte: duas horas.
Usinagem: quatro horas.
Montagem: três horas.
Pintura: cinco horas.
Inspeção: uma hora.
Separar os tempos permite identificar qual operação está consumindo mais capacidade.
Também ajuda a descobrir etapas que estão demorando mais do que o previsto e podem provocar filas ou atrasos nas operações seguintes.
Além do tempo individual das operações, é possível analisar o tempo total necessário para concluir a ordem.
Esse período pode envolver preparação, processamento, paradas, espera entre operações e demais atividades.
Em um Sistema para Indústria, os apontamentos de tempo podem ficar vinculados às ordens e operações correspondentes.
Com isso, o PCP pode comparar tempo planejado e realizado, analisar a ocupação dos recursos e utilizar os registros históricos para aprimorar futuras programações.
O consumo de matéria-prima é uma das informações mais importantes do apontamento porque conecta diretamente a produção ao estoque.
Toda Ordem de Produção normalmente possui uma previsão de materiais necessários para fabricar determinada quantidade. Entretanto, o volume efetivamente utilizado pode ser diferente daquele inicialmente calculado.
Por isso, além de planejar o consumo, é necessário registrar aquilo que realmente foi utilizado durante a fabricação.
O fluxo pode ser organizado da seguinte maneira:
Ordem de Produção → materiais previstos → separação → consumo → apontamento → baixa do estoque → comparação do consumo planejado x realizado.
Antes da produção começar, a estrutura do produto pode indicar quais matérias-primas serão necessárias e em quais quantidades.
Imagine um produto que utiliza dois quilos de determinada matéria-prima por unidade.
Para uma Ordem de Produção de 100 unidades, o consumo previsto será de 200 quilos.
Essa previsão ajuda o PCP a verificar se existem materiais suficientes para liberar a ordem.
Depois da verificação, os materiais podem ser separados para a produção.
Essa etapa ajuda a organizar o que será utilizado naquela ordem específica.
Dependendo do processo adotado, a quantidade pode ser reservada no estoque antes mesmo do consumo acontecer.
Dessa maneira, os responsáveis conseguem saber que determinado saldo já está comprometido com uma produção.
Durante ou após a fabricação, é necessário informar quanto material realmente foi utilizado.
Continuando o exemplo anterior, a ordem possuía consumo previsto de 200 quilos.
Ao finalizar a produção, foram utilizados 207 quilos.
Nesse cenário, existe uma diferença de sete quilos entre previsão e consumo real.
Registrar essa informação permite investigar por que o processo utilizou mais material do que o planejado.
Em algumas situações, pode ser necessário utilizar um material que não estava inicialmente previsto.
Isso pode acontecer por correções no processo, necessidade de substituição ou consumo adicional.
Esses materiais também precisam ser apontados.
Caso contrário, o estoque físico terá uma saída que não aparece nos registros da produção.
Nem todo material separado para uma ordem necessariamente será consumido.
Se foram separados 250 quilos e somente 220 foram utilizados, existe uma sobra de 30 quilos.
Essa quantidade pode retornar ao estoque, desde que esteja em condições de utilização.
Registrar as sobras evita que materiais ainda disponíveis sejam considerados como consumidos.
Parte da matéria-prima pode ser perdida durante o processo produtivo.
Podem existir:
Aparas;
Cortes;
Quebras;
Material danificado;
Descarte durante ajuste;
Perdas relacionadas a refugo.
Essas quantidades precisam ser diferenciadas do material utilizado diretamente no produto aprovado.
Essa separação ajuda a compreender quanto do consumo realmente agregou ao produto e quanto foi perdido durante a produção.
Em alguns processos pode existir a necessidade de substituir um componente ou matéria-prima por outro.
Quando isso acontecer, a alteração deve ser registrada para manter o histórico correto da fabricação.
Isso é especialmente importante quando a estrutura previa um material, mas outro foi efetivamente utilizado.
Sem esse registro, a empresa poderá encontrar diferenças entre estoque, estrutura do produto e consumo real.
Depois de concluir a produção, o consumo pode ser comparado.
Por exemplo:
Consumo planejado: 200 quilos.
Consumo realizado: 207 quilos.
Diferença: sete quilos acima do previsto.
Se essa diferença aparecer em várias Ordens de Produção do mesmo produto, pode existir a necessidade de revisar a estrutura de materiais ou analisar o processo produtivo.
O apontamento correto do consumo ajuda a reduzir diferenças entre o saldo físico e o saldo registrado.
Se os materiais saem fisicamente do estoque, mas não são registrados na produção, o sistema continuará mostrando uma quantidade que já não está disponível.
Um Sistema para Indústria pode relacionar o consumo de materiais às Ordens de Produção, permitindo que movimentações sejam registradas de forma organizada.
Com isso, produção e estoque permanecem conectados durante a execução das ordens.
Os apontamentos permitem acompanhar a evolução de uma Ordem de Produção desde a liberação até a sua finalização.
Cada registro realizado durante a fabricação acrescenta novas informações sobre o andamento da ordem.
Isso ajuda o PCP a identificar quais atividades já foram executadas, quais ainda precisam ser realizadas e quais ordens apresentam algum tipo de atraso ou interrupção.
Uma ordem pode estar criada e planejada, mas ainda não ter sido liberada para execução.
Nesse estágio, ela pode aguardar:
Disponibilidade de matéria-prima;
Disponibilidade de máquina;
Conclusão de outra ordem;
Data programada;
Definição de prioridade.
O apontamento ainda não começou, mas a ordem permanece disponível para planejamento.
Quando os materiais e recursos estão disponíveis, a ordem pode ser liberada.
A liberação indica que a produção está autorizada a começar.
Entretanto, uma ordem liberada não significa necessariamente que a atividade já foi iniciada.
Essa diferença ajuda a identificar ordens que estão prontas para execução, mas permanecem aguardando o início.
Após o primeiro apontamento de execução, a situação pode mudar para produção em andamento.
Nesse momento, podem começar a aparecer registros de:
Quantidades produzidas;
Tempos;
Consumo de materiais;
Operações executadas;
Perdas.
Conforme novos apontamentos são realizados, a situação da ordem vai sendo atualizada.
Uma Ordem de Produção pode possuir diversas operações.
Nesse cenário, algumas etapas podem ser concluídas enquanto outras ainda estão em andamento.
Imagine o seguinte fluxo:
Corte → dobra → soldagem → pintura.
O corte e a dobra podem estar concluídos, enquanto a soldagem está em execução e a pintura ainda não começou.
O acompanhamento por operação permite visualizar esse avanço.
Uma ordem também pode estar parcialmente produzida.
Se a quantidade planejada é de 2.000 unidades e apenas 1.200 foram concluídas, ainda faltam 800 unidades.
O apontamento parcial é importante principalmente em ordens que permanecem abertas por mais de um turno ou mais de um dia.
Ele permite acompanhar o percentual já realizado antes do encerramento.
Uma ordem pode ser considerada atrasada quando a data planejada não é cumprida.
O acompanhamento dos apontamentos ajuda a identificar antecipadamente se a produção está avançando conforme o necessário.
Por exemplo, se uma ordem deveria estar 80% concluída e os apontamentos mostram apenas 40%, existe um sinal de possível atraso.
Essa informação permite ao PCP analisar prioridades e capacidade antes que o problema se torne ainda maior.
Também pode existir uma situação em que a ordem foi iniciada, mas deixou temporariamente de avançar.
Isso pode acontecer por falta de material, problema em equipamento ou outra ocorrência.
Registrar essa condição evita que uma ordem paralisada continue aparecendo apenas como produção normal.
Também ajuda a identificar há quanto tempo ela permanece sem avanço.
Quando todas as atividades são concluídas e as quantidades são registradas, a ordem pode ser finalizada.
Nesse momento, os apontamentos formam um histórico completo da execução.
É possível consultar:
Quanto foi produzido;
Quanto foi aprovado;
Quanto foi perdido;
Quanto material foi consumido;
Quanto tempo foi utilizado;
Quando cada operação foi executada.
Um Sistema para Indústria pode utilizar esses registros para apresentar a situação atual de cada Ordem de Produção.
Dessa forma, o acompanhamento deixa de depender exclusivamente de informações informais do chão de fábrica e passa a utilizar dados registrados durante a própria execução.
A comparação entre produção planejada e realizada permite verificar se aquilo que foi definido pelo PCP realmente aconteceu durante a execução.
O planejamento cria uma referência. Já os apontamentos mostram os resultados obtidos.
Ao colocar essas informações lado a lado, a empresa consegue identificar desvios e investigar suas causas.
A primeira comparação envolve o volume produzido.
Uma Ordem de Produção pode prever 5.000 unidades.
Ao final do período programado, foram concluídas apenas 4.600 unidades.
Existe, portanto, uma diferença de 400 unidades.
Essa diferença pode estar relacionada a:
Paradas;
Falta de materiais;
Baixa capacidade;
Perdas;
Retrabalho;
Tempo maior por operação.
O importante é combinar o resultado quantitativo com os demais apontamentos.
Também é possível comparar o consumo.
Se o planejamento previa 800 quilos de matéria-prima e foram utilizados 860 quilos, existiu um consumo adicional de 60 quilos.
Esse desvio pode indicar perda maior que a prevista ou necessidade de revisão da estrutura do produto.
Da mesma forma, um consumo muito abaixo do planejado também merece análise, pois pode indicar uma previsão cadastrada acima da necessidade real.
A comparação de tempo ajuda a descobrir se a operação está sendo executada dentro da duração esperada.
Uma etapa planejada para cinco horas pode precisar de sete.
Quando essa diferença acontece repetidamente, o PCP pode estar utilizando um tempo padrão que não corresponde mais à realidade.
Os apontamentos ajudam a criar uma base histórica para revisar esses parâmetros.
Alguns processos podem possuir um percentual esperado de perdas.
Se a previsão considera 2% de perda e os registros mostram 6%, existe uma diferença significativa que merece investigação.
O problema pode estar relacionado à matéria-prima, equipamento ou execução.
Registrar as perdas permite que esse tipo de análise seja realizado com base em dados.
Outra comparação importante envolve datas.
A Ordem de Produção pode ter sido programada para terminar em determinado dia, mas finalizar depois do prazo.
Além de identificar que houve atraso, é necessário verificar os apontamentos para compreender em qual operação aconteceu a diferença.
Por isso, o prazo final precisa ser analisado juntamente com tempos, paradas e avanço das atividades.
Uma análise simples pode ser organizada desta forma:
| Informação | Planejado | Realizado |
|---|---|---|
| Quantidade | Prevista pela ordem | Efetivamente produzida |
| Materiais | Consumo previsto | Consumo registrado |
| Tempo | Tempo estimado | Tempo utilizado |
| Perdas | Limite esperado | Perdas registradas |
| Prazo | Data programada | Data efetiva |
Imagine uma ordem com os seguintes resultados:
Quantidade planejada: 1.000 unidades.
Quantidade realizada: 940 unidades.
Tempo planejado: oito horas.
Tempo realizado: dez horas.
Matéria-prima prevista: 500 quilos.
Matéria-prima utilizada: 530 quilos.
Perda prevista: 20 unidades.
Perda registrada: 60 unidades.
Somente pela comparação já é possível perceber que foram produzidas menos unidades, em mais tempo, com maior consumo e maior volume de perdas.
O próximo passo é investigar os apontamentos detalhados para descobrir quais ocorrências provocaram esses resultados.
Em um Sistema para Indústria, essa comparação pode reunir informações de ordens, materiais, tempos e produção em uma mesma base.
Isso ajuda o PCP a revisar programações e a gestão a identificar processos que apresentam diferenças frequentes entre previsão e execução.
Os dados registrados nos apontamentos podem ser transformados em indicadores utilizados para acompanhar o desempenho da produção.
Os indicadores não substituem a análise do processo. Eles funcionam como sinais que ajudam a identificar mudanças, desvios ou oportunidades de melhoria.
Quanto mais consistentes forem os apontamentos, maior será a confiabilidade dos resultados apresentados.
Esse indicador mostra o volume efetivamente produzido durante determinado período.
A análise pode ser feita por:
Dia;
Semana;
Mês;
Ordem de Produção;
Produto;
Operação.
A quantidade produzida ajuda a acompanhar o avanço da fábrica em relação às metas e demandas previstas.
O número de Ordens de Produção abertas mostra quantos trabalhos permanecem em andamento ou aguardando conclusão.
Um crescimento contínuo nesse indicador pode indicar acúmulo de produção.
Porém, a análise precisa considerar o tamanho e a duração de cada ordem.
Esse indicador mostra quantas ordens foram finalizadas em determinado período.
Quando analisado juntamente com o número de ordens abertas, ajuda a compreender o ritmo de entrada e saída das demandas produtivas.
O acompanhamento das ordens atrasadas ajuda a identificar se os prazos planejados estão sendo cumpridos.
Além de contar quantas estão atrasadas, é importante verificar:
Quantos dias de atraso existem;
Em qual operação ocorreu o atraso;
Qual quantidade ainda falta;
Quais fatores provocaram a diferença.
Esse indicador compara aquilo que deveria ser fabricado com aquilo que foi efetivamente concluído.
Se foram planejadas 10.000 unidades para determinada semana e foram produzidas 9.200, o realizado corresponde a 92% da quantidade prevista.
Essa informação permite acompanhar o cumprimento da programação.
A comparação do consumo mostra se os materiais estão sendo utilizados de acordo com a previsão.
Diferenças recorrentes podem indicar necessidade de revisão das estruturas ou investigação de perdas.
Esse indicador também ajuda a compreender o impacto do processo produtivo sobre o estoque.
Esse indicador compara o tempo previsto para a execução com aquele realmente utilizado.
Uma diferença elevada pode indicar:
Paradas frequentes;
Tempos cadastrados incorretamente;
Problemas no processo;
Baixa disponibilidade de recursos.
A análise deve ser realizada por produto, operação ou máquina, conforme a necessidade.
O índice de perdas mostra quanto da produção ou dos materiais foi perdido durante a fabricação.
Uma forma simples de análise é comparar a quantidade perdida com a quantidade processada.
O acompanhamento histórico ajuda a identificar operações com maior concentração de desperdícios.
O retrabalho representa atividades que precisam ser repetidas ou corrigidas.
Quando esse volume aumenta, a fábrica utiliza tempo e capacidade para corrigir algo que já havia sido processado.
O indicador ajuda a descobrir onde essas ocorrências são mais frequentes.
Esse indicador mostra quantas ordens foram concluídas dentro das datas programadas.
Ele ajuda a verificar se o planejamento está compatível com a capacidade real da produção.
Quando muitas ordens terminam depois do prazo, pode ser necessário revisar programação, prioridades ou tempos utilizados.
Os registros de tempo ajudam a analisar quanto da capacidade disponível foi realmente ocupada pela produção.
Essa informação pode contribuir para o planejamento de máquinas e demais recursos.
Também ajuda a identificar períodos de sobrecarga ou ociosidade.
A produtividade pode ser analisada relacionando quantidade produzida e tempo utilizado.
Imagine duas operações semelhantes.
A primeira produz 600 unidades em seis horas.
A segunda produz 600 unidades em nove horas.
Essa diferença pode indicar necessidade de investigar equipamentos, processos ou condições de execução.
Um Sistema para Indústria pode reunir os dados dos apontamentos e transformá-los em informações de acompanhamento.
Assim, os indicadores passam a refletir aquilo que realmente aconteceu no chão de fábrica, aumentando a utilidade dos dados para o PCP e para a gestão.
Organizar o apontamento exige integrar planejamento, execução, materiais e estoque.
O processo precisa começar antes mesmo da fabricação, porque a qualidade das informações depende da organização dos cadastros e da estrutura produtiva.
Uma sequência possível é:
Cadastrar produtos → estruturar materiais → cadastrar processos → definir operações → registrar máquinas e recursos → criar Ordem de Produção → planejar quantidade e prazo → reservar materiais → liberar a ordem → iniciar produção → registrar tempos → apontar consumo → informar quantidade produzida → registrar perdas e refugos → comparar planejado x realizado → atualizar estoques → finalizar a Ordem de Produção.
O primeiro passo é manter os produtos organizados.
Cada item precisa possuir informações suficientes para ser identificado corretamente durante a produção.
Um cadastro inconsistente pode gerar problemas nas ordens, nos materiais e nos apontamentos posteriores.
Depois, é necessário definir quais matérias-primas e componentes fazem parte de cada produto.
Essa estrutura permite calcular a necessidade de materiais antes de liberar a produção.
Também cria uma referência para comparar consumo previsto e realizado.
A empresa deve organizar as etapas necessárias para fabricar cada produto.
Os processos podem variar conforme o segmento industrial.
O importante é representar o fluxo real executado no chão de fábrica.
Dentro dos processos podem existir operações específicas.
Por exemplo:
Corte → usinagem → montagem → pintura → inspeção.
Essa divisão permite realizar apontamentos separados e acompanhar com maior precisão a evolução da produção.
Máquinas, equipamentos e demais recursos produtivos também podem ser cadastrados.
Isso ajuda a definir onde cada operação será executada e qual capacidade estará disponível.
Com a estrutura organizada, a Ordem de Produção pode ser criada.
Ela deve informar o produto, quantidade, prazo e demais dados necessários para orientar a fabricação.
A ordem funciona como referência para os apontamentos que serão realizados posteriormente.
Antes da liberação, é necessário definir quanto precisa ser produzido e até quando.
Essas informações serão utilizadas na comparação entre planejado e realizado.
Também ajudam o PCP a organizar prioridades.
Os materiais necessários podem ser verificados e reservados.
Essa etapa reduz o risco de liberar uma ordem sem matéria-prima disponível.
Também ajuda a organizar o saldo de estoque comprometido com futuras produções.
Depois das verificações, a ordem é liberada para o chão de fábrica.
A partir desse momento, os registros de execução começam a ganhar importância.
Ao iniciar uma operação, pode ser registrado seu horário inicial.
Esse dado permite acompanhar o tempo real de execução.
Também ajuda a identificar diferenças entre a data planejada e o início efetivo da atividade.
Durante a execução devem ser apontados tempos produtivos, preparações e paradas quando necessário.
Essas informações permitem calcular quanto tempo cada etapa realmente consumiu.
Os materiais utilizados precisam ser relacionados à Ordem de Produção.
Se o consumo foi diferente do planejado, essa diferença deve aparecer nos registros.
Também podem ser informadas sobras, perdas e materiais adicionais.
Conforme a produção avança, devem ser registradas as quantidades concluídas.
Os apontamentos podem ser parciais quando a ordem permanece aberta durante vários períodos.
Isso permite acompanhar o avanço antes da finalização.
As unidades que não puderem ser consideradas aprovadas precisam ser classificadas corretamente.
Também podem ser registrados motivos das perdas para facilitar análises posteriores.
Essa separação evita considerar toda a quantidade processada como produção boa.
Depois dos apontamentos, a empresa pode comparar:
Quantidade prevista e produzida;
Tempo previsto e utilizado;
Consumo previsto e realizado;
Perdas esperadas e registradas;
Prazo programado e data real.
Essa análise mostra onde existem diferenças entre planejamento e execução.
Os materiais consumidos precisam refletir no estoque, assim como os produtos acabados devem ser registrados quando concluídos.
Esse processo mantém produção e estoque conectados.
Quando as movimentações não são atualizadas, podem surgir diferenças entre o saldo registrado e aquilo que existe fisicamente.
Depois que todas as operações e quantidades forem concluídas, a ordem pode ser encerrada.
O histórico deve permanecer disponível para consultas e análises futuras.
Um Sistema para Indústria deve conectar as etapas de planejamento, chão de fábrica, materiais, apontamentos e estoque.
Dessa forma, cada atividade executada durante a fabricação gera informações que ajudam a manter as Ordens de Produção atualizadas, melhorar o acompanhamento do PCP e aumentar a confiabilidade dos dados utilizados na gestão industrial.
O apontamento da produção é uma etapa essencial para transformar as atividades do chão de fábrica em informações úteis para o planejamento e para a gestão industrial. Por meio desses registros, a empresa consegue acompanhar com mais precisão o que foi produzido, quanto tempo foi utilizado, quais materiais foram consumidos, quais perdas ocorreram e em que situação cada Ordem de Produção se encontra.
Esse controle também permite comparar aquilo que foi planejado com o que realmente aconteceu durante a fabricação. Diferenças relacionadas a quantidades, tempos, consumo de matéria-prima, perdas e prazos podem ser identificadas com maior facilidade, permitindo que o PCP analise os motivos dos desvios e faça ajustes no planejamento quando necessário.
Outro ponto importante é a integração entre produção e estoque. Quando o consumo de materiais, as sobras, as perdas e os produtos finalizados são registrados corretamente, as movimentações ficam mais próximas da realidade física da fábrica. Isso reduz divergências de estoque e melhora a confiabilidade das informações utilizadas nas próximas Ordens de Produção.
Os apontamentos também criam uma base histórica importante. Ao analisar dados de várias ordens, a empresa pode identificar operações que frequentemente ultrapassam o tempo previsto, produtos que apresentam maior índice de perdas, processos com retrabalho recorrente ou etapas que provocam atrasos.
Com um Sistema para Indústria, essas informações podem permanecer centralizadas e relacionadas às respectivas ordens, operações, materiais e recursos produtivos. Dessa forma, o acompanhamento deixa de depender apenas de controles separados ou informações informais do chão de fábrica.
Quanto mais atualizados e padronizados forem os apontamentos, mais confiáveis serão os indicadores utilizados pelo PCP e pela gestão. Assim, a indústria consegue acompanhar melhor a execução, identificar desvios, organizar materiais, controlar prazos e utilizar dados reais para aperfeiçoar continuamente o planejamento e o controle da produção.
confira mais conteúdos no nosso blog.
O GestãoIND integra PCP, estoque, fiscal e chão de fábrica em um ERP feito para indústria.
Solicitar demonstração Ver soluções