Sistema de Produção Industrial: Como Controlar Várias Ordens de Produção ao Mesmo Tempo?
O que você vai ver neste post 1. Por Que Controlar Várias Ordens de Produção ao Mesmo Tempo É um…
Descubra como integrar setores, reduzir tarefas repetitivas e tornar a produção mais organizada.
Uma indústria pode ter máquinas modernas e profissionais experientes, mas continuar perdendo tempo com informações digitadas várias vezes, planilhas desatualizadas e processos que dependem de conferências manuais. Para reduzir esses problemas, é necessário identificar onde o retrabalho começa, padronizar as atividades e integrar as informações entre os setores. Um sistema sob medida pode contribuir quando os processos da fábrica apresentam particularidades que as ferramentas convencionais não conseguem atender adequadamente. Entretanto, a tecnologia precisa acompanhar uma operação bem definida. Neste artigo, você entenderá como identificar tarefas desnecessárias, melhorar a comunicação entre produção, compras e estoque, automatizar atividades repetitivas e avaliar quando a personalização realmente faz sentido.
O que você vai aprender:
Como identificar as principais causas de retrabalho na rotina industrial.
Quais processos manuais podem ser simplificados ou automatizados.
Como integrar informações entre produção, compras, estoque e financeiro.
Quando um software personalizado pode ser mais adequado.
Como implementar melhorias sem comprometer o funcionamento da fábrica.
O retrabalho industrial acontece quando uma atividade precisa ser realizada novamente porque apresentou erros, informações incompletas ou resultados diferentes do esperado.
Ele pode ocorrer diretamente na fabricação, quando uma peça precisa passar por ajustes, mas também aparece nas atividades administrativas e no planejamento produtivo.
Imagine uma metalúrgica que recebe um pedido de fabricação. O setor comercial registra as especificações em uma planilha e encaminha os dados ao PCP.
O responsável pelo planejamento precisa cadastrar novamente as informações, enquanto o estoque consulta outro controle para verificar a disponibilidade de materiais.
Se alguma medida for alterada e a atualização não chegar a todos os envolvidos, a produção poderá trabalhar com informações antigas.
Nesse caso, o problema não está necessariamente na capacidade dos funcionários, mas na maneira como os dados circulam pela empresa.
Entre os problemas encontrados nas rotinas industriais, destacam-se:
Lançamentos duplicados: informações cadastradas separadamente em diferentes setores.
Falta de padronização: funcionários executam a mesma atividade de maneiras diferentes.
Controles descentralizados: planilhas, documentos e sistemas que não compartilham informações.
Comunicação incompleta: mudanças em pedidos e especificações não chegam aos responsáveis.
Ausência de rastreabilidade: dificuldade para identificar quem executou uma atividade ou alterou determinado registro.
Conferências repetitivas: necessidade de comparar manualmente informações que poderiam estar integradas.
Essas situações podem aumentar o tempo de processamento, dificultar o planejamento e comprometer o cumprimento dos prazos.
A redução de retrabalho na indústria exige compreender a origem dessas falhas antes de decidir quais ferramentas utilizar.
Antes de investir em automação, é importante observar como as atividades acontecem na prática.
Nem toda tarefa manual representa um problema. Algumas conferências, inspeções e aprovações são necessárias para garantir a segurança e a qualidade dos produtos.
O objetivo deve ser eliminar atividades desnecessárias, e não simplesmente retirar a participação humana dos processos.
Comece acompanhando um pedido desde sua entrada até a entrega do produto.
Observe quais setores participam, quais informações precisam ser registradas e quantas vezes os mesmos dados são utilizados.
Em uma indústria de peças metálicas, por exemplo, o fluxo pode envolver:
Recebimento do pedido comercial.
Conferência das especificações técnicas.
Planejamento da produção.
Verificação de materiais disponíveis.
Liberação da ordem de produção.
Apontamento das operações executadas.
Inspeção da qualidade.
Expedição e faturamento.
Durante esse acompanhamento, identifique onde os funcionários precisam copiar informações, procurar documentos ou solicitar confirmações que já deveriam estar disponíveis.
Algumas perguntas ajudam a descobrir oportunidades de melhoria:
O mesmo pedido é digitado em mais de um lugar?
O estoque precisa ser consultado manualmente antes de cada programação?
As ordens de produção dependem de documentos preenchidos novamente?
As alterações nas especificações são comunicadas individualmente?
Os responsáveis precisam reunir várias planilhas para gerar relatórios?
Existe dificuldade para localizar o histórico de determinada produção?
Quanto maior a frequência dessas situações, maior pode ser a oportunidade de simplificação.

Nem sempre o processo mais demorado deve ser corrigido primeiro.
Uma atividade realizada poucas vezes ao mês pode consumir várias horas, enquanto uma tarefa simples, repetida diariamente, pode gerar um volume maior de trabalho acumulado.
Por isso, avalie três fatores:
Frequência: quantas vezes a atividade acontece?
Tempo: quanto é necessário para executá-la?
Impacto: quais problemas podem surgir quando ocorre uma falha?
Essa análise ajuda a estabelecer prioridades com base na realidade operacional.
A maneira mais eficiente de reduzir retrabalho é evitar que a mesma informação precise ser inserida repetidamente em diferentes etapas.
Um sistema sob medida permite estruturar funcionalidades conforme o fluxo operacional da indústria, respeitando suas regras de negócio, particularidades produtivas e necessidades de controle.
Isso pode incluir campos específicos, validações, integrações e rotinas automatizadas.
Entretanto, a personalização deve ser planejada a partir de necessidades identificadas, evitando reproduzir digitalmente processos que já apresentam falhas.
Imagine uma fábrica de móveis planejados que trabalha com produtos personalizados.
Cada pedido pode apresentar medidas, acabamentos, materiais e características diferentes.
Quando essas informações ficam distribuídas entre documentos e planilhas, aumenta a possibilidade de divergências.
Uma estrutura integrada pode permitir que os dados cadastrados no pedido sejam utilizados posteriormente no planejamento, na produção e no acompanhamento das entregas.
Caso uma especificação seja alterada, os setores envolvidos precisam conseguir identificar a versão atualizada.
A centralização não elimina automaticamente todos os erros, mas reduz a necessidade de transferir manualmente as mesmas informações.
Outra possibilidade é estabelecer regras que ajudem a prevenir falhas durante o processo.
Em uma indústria que fabrica componentes sob encomenda, por exemplo, determinadas ordens podem exigir:
Definição do material utilizado.
Aprovação das especificações técnicas.
Identificação da versão do projeto.
Verificação de informações obrigatórias.
Autorização de um responsável antes da produção.
Quando essas condições são verificadas no fluxo operacional, diminui a possibilidade de liberar atividades com informações incompletas.
É importante que as regras sejam proporcionais ao risco de cada operação. Validações excessivas também podem criar atrasos.
Considere uma indústria que recebe um pedido de 200 peças.
Se o comercial registra o pedido, o PCP digita os mesmos dados e a produção precisa preencher outro documento com as quantidades, existem várias oportunidades de divergência.
A integração pode permitir que os registros necessários sejam aproveitados nas etapas seguintes, com as conferências e autorizações adequadas.
Assim, os profissionais concentram seus esforços na execução e na análise das atividades, em vez de repetir cadastros.
A automação de processos industriais não se limita à utilização de robôs, sensores e máquinas automatizadas.
Ela também envolve o tratamento digital de informações, a aplicação de regras e a integração das atividades administrativas com a operação produtiva.
Uma empresa pode começar automatizando tarefas simples antes de investir em tecnologias mais complexas.
Em algumas fábricas, as ordens de produção são elaboradas manualmente a partir de informações disponíveis em diferentes documentos.
Quando existe integração entre pedidos e planejamento, parte dos dados pode ser aproveitada na preparação dessas ordens.
Dependendo das funcionalidades implementadas, os responsáveis podem acompanhar quantidades programadas, etapas executadas e situações pendentes.
Isso facilita a identificação de atrasos e divergências.
A falta de comunicação entre estoque e produção pode provocar compras desnecessárias ou interrupções por ausência de materiais.
Imagine uma fábrica que utiliza chapas metálicas em diferentes linhas produtivas.
Se o estoque registra o consumo apenas no final do expediente, o PCP pode planejar novas ordens utilizando saldos que já não correspondem à disponibilidade real.
A integração entre movimentações e apontamentos pode melhorar a atualização dessas informações.
Para que o resultado seja confiável, porém, os funcionários precisam registrar as operações corretamente e seguir procedimentos definidos.
Os apontamentos registram o que aconteceu durante a fabricação.
Podem incluir quantidade produzida, tempo utilizado, perdas, paradas e etapas concluídas.
Quando essas informações são preenchidas em papéis e posteriormente digitadas, existe trabalho adicional e possibilidade de erros de transcrição.
A utilização de registros digitais pode reduzir essa duplicidade e facilitar o acompanhamento do planejado em relação ao realizado.
Algumas atividades dependem da autorização de responsáveis específicos.
Isso acontece, por exemplo, quando há necessidade de alterar materiais, revisar especificações ou liberar uma produção fora das condições habituais.
Uma rotina digital estruturada pode registrar as solicitações, encaminhá-las aos responsáveis e manter um histórico das decisões.
O objetivo não é retirar as aprovações necessárias, mas tornar o procedimento mais organizado e rastreável.

A integração de setores industriais é importante porque as decisões de uma área afetam diretamente as atividades das demais.
Uma alteração comercial pode modificar a necessidade de matérias-primas. Um atraso de fornecedor pode afetar a programação. Uma perda produtiva pode aumentar os custos de fabricação.
Quando cada setor trabalha exclusivamente com seus próprios controles, essas consequências podem demorar a ser identificadas.
O planejamento precisa conhecer as quantidades solicitadas, os prazos e as características dos produtos.
Com informações organizadas, o PCP consegue analisar prioridades e necessidades produtivas.
Essa etapa também exige considerar a capacidade disponível.
Um pedido pode estar corretamente registrado e, ainda assim, não ser viável dentro do prazo solicitado.
Por isso, a integração dos dados deve apoiar a análise operacional, sem substituir a avaliação das restrições da fábrica.
O setor de compras precisa conhecer os materiais necessários para atender à programação.
Uma indústria que utiliza componentes específicos pode enfrentar dificuldades quando as necessidades são comunicadas somente após a liberação das ordens.
O planejamento antecipado permite analisar demanda, capacidade e materiais antes da execução.
Nesse contexto, o conteúdo sobre sistema sob medida pode ser complementado pelo estudo do planejamento agregado de produção, que relaciona volumes previstos, recursos disponíveis e necessidades futuras da indústria.
O planejamento mais amplo ajuda a orientar decisões, enquanto os controles operacionais permitem acompanhar o que está efetivamente acontecendo.
Os custos industriais dependem de informações como consumo de materiais, utilização de recursos e perdas produtivas.
Quando esses dados não são registrados adequadamente, a empresa pode ter dificuldades para analisar os custos reais de fabricação.
A integração pode facilitar a disponibilidade de informações para análises gerenciais, desde que os critérios de custos e os apontamentos estejam corretamente estruturados.
Isso é especialmente relevante em indústrias que trabalham com produtos personalizados, nos quais diferentes pedidos podem apresentar necessidades distintas.
A tabela apresenta situações comuns e possíveis melhorias para cada processo.
| Problema identificado | Consequência operacional | Melhoria possível |
|---|---|---|
| Pedido digitado em vários controles | Duplicidade de trabalho e divergências | Reaproveitamento de dados entre etapas |
| Estoque sem atualização frequente | Planejamento com saldos incorretos | Integração das movimentações |
| Ordens preenchidas manualmente | Erros de transcrição | Geração de documentos a partir de registros existentes |
| Mudanças sem controle de versão | Produção com especificações antigas | Histórico de alterações e validações |
| Apontamentos em papel | Atrasos na consolidação dos dados | Registro digital das operações |
| Aprovações informais | Dificuldade para identificar responsáveis | Fluxo de autorização documentado |
| Relatórios elaborados manualmente | Tempo elevado de conferência | Consolidação de informações operacionais |
Essas melhorias precisam ser avaliadas conforme o porte, a estrutura e a complexidade da indústria.
Uma pequena fábrica pode necessitar de controles mais simples, enquanto uma operação com várias linhas produtivas pode exigir integrações adicionais.
A eliminação de processos manuais deve acontecer de forma planejada.
Automatizar uma atividade desorganizada pode simplesmente fazer com que os erros ocorram mais rapidamente.
Por exemplo, se o cadastro de materiais contém códigos duplicados, integrar esse cadastro a outros setores pode espalhar as inconsistências.
Antes de implementar qualquer ferramenta, é necessário revisar a qualidade das informações e estabelecer regras claras.
Defina como cada atividade deve ser executada e quais informações precisam ser registradas.
No cadastro de produtos, por exemplo, a empresa pode estabelecer critérios para códigos, unidades de medida, descrições e classificações.
Na produção, pode definir como serão realizados apontamentos, registros de perdas e alterações de ordens.
Essa organização reduz diferenças entre procedimentos e facilita o treinamento dos funcionários.
Não é necessário transformar todos os processos simultaneamente.
Uma alternativa é selecionar uma atividade com problemas frequentes e criar um projeto inicial.
Se o maior desafio estiver na comunicação entre PCP e estoque, a empresa pode começar estruturando os registros de consumo e disponibilidade de materiais.
Após verificar os resultados, será possível avaliar novas integrações.
Automação não significa ausência de supervisão.
Informações críticas devem continuar sujeitas às validações apropriadas.
Na fabricação de peças técnicas, por exemplo, requisitos dimensionais e especificações de qualidade precisam ser conferidos conforme os procedimentos da empresa.
Um registro digital pode apoiar essa atividade, mas não substitui inspeções obrigatórias nem a responsabilidade dos profissionais envolvidos.
Uma funcionalidade pode ser tecnicamente adequada e, ainda assim, apresentar resultados insatisfatórios quando utilizada incorretamente.
Por isso, os funcionários precisam compreender quais informações registrar, quando atualizar os dados e como agir diante de inconsistências.
O treinamento também deve considerar situações excepcionais, como cancelamentos, alterações urgentes e interrupções de produção.
Segundo o Programa Brasil Mais Produtivo, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, iniciativas de melhoria da gestão, otimização dos processos industriais e transformação digital fazem parte das estratégias de apoio ao aumento da produtividade das empresas brasileiras.
Essa abordagem reforça a importância de combinar organização operacional e tecnologia, em vez de tratar a digitalização como uma solução isolada.

Um software personalizado para indústria pode ser considerado quando a empresa possui necessidades relevantes que não são atendidas adequadamente pelas soluções utilizadas.
Isso pode acontecer em operações com regras específicas de fabricação, etapas produtivas particulares ou exigências de acompanhamento que dependem de adaptações.
Entretanto, desenvolver funcionalidades personalizadas não é necessariamente a melhor escolha para todas as indústrias.
Alguns exemplos incluem:
Produção sob encomenda: produtos fabricados conforme medidas, materiais ou características definidas por cada cliente.
Etapas produtivas específicas: processos que exigem sequências de operações ou controles particulares.
Rastreabilidade diferenciada: necessidade de acompanhar materiais, lotes, etapas e alterações conforme os requisitos da atividade.
Aprovações especiais: fluxos em que determinadas decisões precisam passar por responsáveis específicos.
Integrações particulares: comunicação com equipamentos, aplicações ou controles já utilizados pela empresa, desde que exista viabilidade técnica.
Nessas situações, um sistema sob medida pode permitir a organização das funcionalidades conforme as necessidades operacionais identificadas.
Se a indústria executa processos relativamente padronizados, uma solução existente pode atender às necessidades sem exigir desenvolvimento específico.
Antes de decidir, é importante verificar:
Quais funcionalidades já estão disponíveis.
Se existem opções de configuração.
Quais integrações são possíveis.
Quanto custará implementar e manter a solução.
Como serão realizados treinamentos e atualizações.
Quais necessidades realmente exigem personalização.
Também é importante considerar que adaptações excessivas podem aumentar os custos de manutenção e dificultar futuras mudanças.
A escolha deve buscar equilíbrio entre funcionalidade, complexidade e viabilidade econômica.
As principais vantagens estão relacionadas à possibilidade de adaptar determinados controles às características da operação.
Os benefícios, entretanto, dependem da qualidade do projeto, da integração dos dados e da utilização correta pelas equipes.
Indústrias de segmentos diferentes podem apresentar necessidades muito distintas.
Uma confecção trabalha com tamanhos, cores e etapas de acabamento. Uma metalúrgica pode exigir controles relacionados a materiais, operações e especificações técnicas.
Já uma fábrica de equipamentos personalizados pode precisar acompanhar componentes particulares de cada projeto.
A personalização permite considerar essas diferenças durante a estruturação dos processos.
Quando funcionalidades importantes não existem nas ferramentas utilizadas, os funcionários frequentemente criam planilhas e documentos complementares.
Esses controles podem resolver necessidades imediatas, mas também aumentam a quantidade de informações que precisam ser atualizadas.
Uma solução adequada pode reduzir a dependência desses registros paralelos, desde que concentre os dados necessários à operação.
Registros de operações, usuários, datas e alterações podem facilitar a identificação de acontecimentos relevantes.
Em uma indústria que trabalha com encomendas personalizadas, por exemplo, o histórico pode ajudar a verificar quando uma especificação foi modificada e quais etapas foram afetadas.
A rastreabilidade também depende de procedimentos adequados de registro, identificação e preservação dos dados.
Informações organizadas facilitam a elaboração de indicadores e análises.
A empresa pode acompanhar tempos de execução, quantidade de ordens concluídas, registros de perdas e outras informações relevantes para sua atividade.
Contudo, é necessário definir previamente o significado de cada indicador e garantir que os registros utilizados sejam confiáveis.
A implementação deve começar pelo entendimento dos problemas existentes, não pela escolha imediata de uma tecnologia.
Uma sequência prática pode ajudar a organizar o projeto.
Escolha um processo e acompanhe sua execução.
Identifique atividades repetitivas, falhas de comunicação, atrasos e dificuldades encontradas pelos funcionários.
Registre também o tempo necessário para concluir as etapas e a frequência de retrabalho.
Classifique os problemas de acordo com o impacto operacional.
Considere o tempo perdido, a frequência das ocorrências e os riscos associados.
Procure selecionar melhorias que possam ser executadas sem comprometer atividades essenciais da fábrica.
Descreva quais informações serão utilizadas, quem deverá registrá-las e quais regras precisam ser respeitadas.
Evite solicitações genéricas, como "automatizar a produção".
É mais útil estabelecer uma necessidade concreta, por exemplo:
"Quando uma ordem de produção for concluída, registrar a quantidade produzida e disponibilizar essa informação para conferência do estoque, conforme as regras da empresa."
Essa descrição facilita a avaliação da solução.
Antes da utilização definitiva, realize testes com exemplos representativos da rotina.
Inclua situações comuns e exceções relevantes, como alterações de pedidos, falta de materiais, cancelamentos e registros incorretos.
Os usuários que executam as atividades devem participar da validação.
Após a implementação, observe se os procedimentos estão sendo seguidos e se os problemas identificados inicialmente diminuíram.
Compare os resultados antes e depois das mudanças.
Se necessário, revise regras, cadastros e treinamentos.
Avaliar resultados é indispensável para saber se as melhorias produziram os efeitos esperados.
A indústria pode utilizar indicadores simples, desde que sejam calculados de maneira consistente.
| Indicador | O que acompanhar | Como interpretar |
|---|---|---|
| Tempo de cadastro de pedidos | Minutos por pedido | Verificar redução de tarefas repetitivas |
| Correções de informações | Quantidade por período | Identificar falhas de preenchimento |
| Ordens com dados incompletos | Percentual das ordens | Avaliar qualidade das informações |
| Tempo para atualizar registros | Intervalo entre operação e atualização | Medir agilidade dos controles |
| Retrabalho produtivo | Quantidade ou horas de retrabalho | Acompanhar necessidade de refazer atividades |
| Divergências de estoque | Ocorrências nas conferências | Avaliar confiabilidade dos registros |
| Cumprimento de prazos | Ordens concluídas no prazo | Observar a regularidade da operação |
Os indicadores devem ser analisados em conjunto.
Uma redução no tempo de preenchimento, por exemplo, não representa uma melhoria se os erros aumentarem.
Da mesma maneira, uma queda no número de ocorrências registradas pode refletir mudanças na forma de apontamento, e não necessariamente uma redução real dos problemas.
Por isso, é importante manter critérios de medição consistentes e comparar períodos equivalentes.
A melhoria contínua também depende da participação dos profissionais que executam as operações. Eles podem identificar dificuldades que não aparecem nos relatórios.

Eliminar retrabalho não significa retirar todas as tarefas manuais da fábrica.
O objetivo é reduzir atividades desnecessárias, melhorar a circulação das informações e permitir que cada profissional tenha acesso aos dados necessários para executar seu trabalho corretamente.
A transformação deve começar pela identificação das falhas mais frequentes.
Em seguida, a indústria pode padronizar procedimentos, organizar cadastros, integrar setores e avaliar quais atividades realmente precisam ser automatizadas.
Um ponto importante é não confundir personalização com complexidade.
A melhor solução não é necessariamente aquela que apresenta mais funcionalidades, mas a que atende às necessidades operacionais com clareza, confiabilidade e possibilidade de manutenção.
Para indústrias que possuem processos específicos e enfrentam dificuldades com ferramentas pouco adaptáveis, avaliar um sistema sob medida pode fazer parte desse planejamento.
A Gestão Industrial apresenta soluções voltadas às necessidades de gestão das indústrias. Se sua empresa enfrenta retrabalho frequente, controles paralelos ou dificuldades para integrar setores, vale conhecer as possibilidades de personalização e avaliar quais melhorias são tecnicamente viáveis para sua operação.
Independentemente da tecnologia escolhida, os resultados dependem de processos bem definidos, informações confiáveis e acompanhamento contínuo. É essa combinação que permite transformar melhorias pontuais em uma rotina industrial mais organizada.
As referências abaixo apresentam informações institucionais sobre produtividade, gestão de processos e transformação digital na indústria.
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) — Brasil Mais Produtivo. Programa de apoio à melhoria da gestão, otimização de processos industriais e transformação digital.
Brasil Mais Produtivo — Plataforma oficial — Programa Brasil Mais Produtivo. Orientações sobre melhoria de processos, gestão, manufatura enxuta e transformação digital.
IndústriaPro — Planejamento Agregado de Produção: Guia Completo para Indústrias. Material complementar sobre planejamento produtivo, capacidade, estoques e integração com o PCP.
O GestãoIND integra PCP, estoque, fiscal e chão de fábrica em um ERP feito para indústria.
Solicitar demonstração Ver soluções