Meça quanto sua fábrica pode produzir — e compare com a demanda antes de prometer prazo ao cliente.
A capacidade produtiva é o volume máximo que um centro de trabalho, linha ou planta consegue entregar em um período — em peças, quilos, metros ou horas produtivas — respeitando turnos, ritmo nominal e restrições de recursos (máquina, mão de obra, ferramental).
Diferente da capacidade instalada (potencial físico do parque), a capacidade disponível desconta paradas programadas, manutenção e feriados. Já a capacidade efetiva reflete o que realmente sai boa da linha — influenciada por disponibilidade, performance e qualidade, temas ligados ao OEE. No GestãoIND, esses dados alimentam o PCP e o chão de fábrica digital.
Conceitos que o gestor industrial usa no planejamento semanal
Potencial máximo se todas as máquinas rodassem 24 h no ritmo nominal — referência teórica, raramente atingida.
Tempo útil do calendário fabril (turnos, dias úteis) menos paradas planejadas e setup previsto.
Produção boa real no período — afetada por quebras, microparadas, velocidade abaixo do padrão e refugo.
Parcela da capacidade ocupada pelos pedidos e OPs programadas — base para identificar ociosidade ou sobrecarga.
Etapa que limita o fluxo de toda a linha — o planejamento deve nivelar a carga em torno dela (TOC).
Planejamento finito respeita fila real por máquina; o infinito assume recursos ilimitados — útil só para simulação inicial.
Capacidade disponível do parque ou célula em um período:
Linha de montagem com 11 postos, 40 h produtivas por posto no mês:
Substituição dos valores:
Taxa de utilização da capacidade (carga):
Carga efetiva de 320 horas-máquina no mesmo mês:
Substituição dos valores:
Com 72,7% de utilização, ainda há folga para setups, manutenção e picos de demanda — mas o PCP deve monitorar o gargalo: acima de ~85% a fila cresce rápido; acima de 100% há sobrecarga e risco de atraso na entrega.
O PCP usa a capacidade para decidir se aceita novos pedidos, quando liberar OPs e onde há fila. Sem medir capacidade, o comercial promete prazos que a fábrica não sustenta.
O OEE explica por que a capacidade efetiva fica abaixo da teórica: paradas, ciclos lentos e refugo. Apontamento em tempo real no MES fecha o ciclo — planejado versus realizado no mesmo ERP.
Planejamento, chão de fábrica e indicadores
Veja como o GestãoIND alinha demanda, OPs e carga de máquinas em um único fluxo.
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